terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dom Casmurro

DOM CASMURRO 
Dom Casmurro Bentinho, chamado de Dom Casmurro por um rapaz deseu bairro, decide atar as duas pontas de sua vida . A partir daí, inicia acontar sua história (importante salientar esse detalhe !!!! É Bentinho que nosnarra sua vida).Morando em Matacavalos com sua mãe Dona. Glória,viúva , José Dias o agregado, Tio Cosme advogado e viúvo e prima Justina(viúva) , Bentinho possuía uma vizinha que conviveu como"irmã-namorada" dele , Capitolina - a Capitu . Seu projeto de vidaera claro, sua mãe havia feito uma promessa, em que Bentinho iria paraum seminário e tornar-se-ia um padre . Cumprindo a promessa Bentinho vai para oseminário, mas sempre desejando sair, pois se tornando padre não poderia casarcom Capitu . José Dias, que sempre foi contra ao namoro dos dois, é quemconsegue retirar Bentinho do seminário, convencendo Dona Glória que o jovem deveriair estudar no exterior, José Dias era fascinado por direito e pelos estudos noexterior. Quando retorna do exterior, Bentinho consegue casar com Capitu edesde os tempos de seminário havia fundamentado amizade com Escobar que agoraestava casado e sempre foi o amigo íntimo do casal. Nasce o filho de Capitu,Ezequiel. Escobar, o amigo íntimo, falece e durante o seu velório Bentinho percebeque Capitu não chorava, mas aguçava um sentimento fortíssimo. A partir dessemomento começa o drama de Bentinho. Ele percebe que o seu filho (?) era a carade Escobar e ele já havia encontrado, às vezes, Capitu e Escobar sozinhos emsua casa. Embora confiasse no amigo, que era casado e tinha até filha, odesespero de Bentinho é imenso. Vão para Europa e Bentinho depois de um tempovolta para o Brasil . Capitu escreve-lhe cartas, a essa altura, a mãe deBentinho já havia morrido, assim como José Dias. Ezequiel um dia vem visitar opai e conta da morte da mãe. Pouco tempo depois, Ezequiel também morre, mas aúnica coisa que não morre no romance é Bentinho e sua dúvida .Análise num pequeno comentário :Os olhos oblíquos e dissimulados de Capitudemonstram as duas pontas da história da vida de Bentinho: seu primeiro beijona amada ocorre mediante a percepção daqueles belíssimos olhos de ressaca e seudrama é, justamente, a percepção no velório dos mesmos olhos de Capitu. Ainfância coligada com Capitu também contribui para a afirmação de Bentinho,pois ela sempre esteve com o espírito de dissimulação que o deixava abismadonos momentos que ela conseguia enganar o próprio pai , o velho Pádua.Dom Casmurro é um livro complexo e cada leituraorigina uma nova interpretação. Segundo Fábio Lucas, prefacionista de uma dasedições de Dom Casmurro: "É a triangulação ideal que traduz a certeza deuma consciência conturbada , a de Bentinho (cujo nome - Bento Santiago - Santorepresenta Bem e Iago no drama Othello é a consciência perversa, ou seja, afusão entra o bem e o mal), e resulta, para o destinatário de seu discursomesclado de objetividade e de ressentimento (subjetivismo), numa ambigüidadeinsolúvel".Machadode Assis faz em Dom Casmurro um fato inacreditável em sua narrativa: Ele cria umnarrador que afirma algo (ou seja, diz que foi traído) e o leitor não conseguedecidir-se se ele está mentindo ou não.. E aquela famosa pergunta que é a trilogia doromance, não só entre os brasileiros, mas também como os estudiosos do livro deoutros países: Teria sido Capitu culpada de adultério?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O sonhador

O mundo infantil é um tema recorrente do escritor inglês Ian McEwan. Em livros como a coletânea de contos First Love, Last Rites e os romances O jardim de cimento e A criança no tempo ele apresenta as crianças em labirintos existenciais, onde não há espaço para a inocência — sempre através de uma linguagem seca, sem devaneios líricos. Já no livro juvenil O sonhador, o autor descreve os conflitos de um pré-adolescente, sob uma ótica bem mais poética, onírica e encantadora. Ele conta a história de Peter, que provavelmente soará bem familiar a muitos leitores, jovens ou adultos.Peter era um garoto considerado "difícil" pelos adultos. Aos onze anos de idade, seu grande problema era de passar a vida sonhando acordado. Sem conseguir visualizar as coisas maravilhosas que passavam pela cabeça de Peter, as pessoas achavam que ele era meio burro. Ou, quando não burro, panaca. Foi um duro aprendizado até ele perceber que se as pessoas não conseguem enxergar o que passa na sua cabeça, a melhor coisa a fazer é contar para elas essas coisas. Então Peter nos revela o mundo da sua infância em sete histórias interligadas. São viagens secretas, aventuras pessoais e quase intransferíveis. Na verdade, ele experimenta transformações mágicas, onde troca de corpo com um velho gato, com um bebê e, na história final, acorda no corpo de um adulto e encara a maior das aventuras — se apaixonar.A qualidade da imaginação das metamorfoses de Peter faz de O sonhador um texto especial, que certamente será lido e guardado com muito carinho na estante, como um passaporte precioso para um mundo mágico.